+351 289 413 094

Aceda à sua reserva

Dados incorretos

Não é necessário registo

Onde posso encontrar esta informação?

Tour Percursos Pedestres

Tour Percursos Pedestres

 concelho de Loulé é um dos dezasseis concelhos da Região Algarve, com uma área de 765,31 km2 , tendo por limites, a Norte o concelho de Almodôvar (Baixo Alentejo), a Sul o Oceano Atlântico, a Este os concelhos de Alcoutim, Tavira, S. Brás de Alportel e Faro e a Oeste os concelhos de Silves e Albufeira. O concelho de Loulé encontra-se dividido em 11 freguesias: Almancil, Alte, Ameixial, Benafim, Boliqueime, Quarteira, Querença, Salir, S. Clemente, S. Sebastião e Tôr. 

A orografia do concelho de Loulé tem uma configuração bastante paralela à costa oceânica. Desde o mar até à Serra, o terreno eleva-se gradualmente até atingir o ponto mais alto da Serra do Caldeirão – os Pelados – com 589 m de altitude.

À semelhança da restante Região Algarve, o concelho de Loulé abarca três diferentes zonas de tipologia orográfica: o Litoral; o Barrocal, correspondendo à área central ocupada por parte das freguesias de Alte, Salir, Benafim, Tôr e Querença; e a Serra, que se prolonga até ao extremo Nordeste do concelho, situado na freguesia de Ameixial. Na transição entre o Barrocal e a Serra pode-se considerar ainda uma quarta unidade de paisagem: a Beira-Serra.

Dada a sua localização geográfica, o concelho de Loulé possui um clima temperado com características mediterrânicas, influenciado pela proximidade do mar e pela existência de elevações montanhosas cada vez mais importantes à medida que se avança para Norte.

Os percursos constantes neste Guia desenvolvem-se nas freguesias de Alte, Benafim, Salir, Ameixial, Tor, Querença, e um dos percursos desenvolve-se na freguesia de Almancil. 

 

01 PÉ DO COELHO

No interior do concelho tem lugar este percurso de grande beleza pela sua vista panorâmica, que está dividido em dois tipos de paisagem, a ribeirinha e a de serra.

Serpenteando pela serra, no fundo do vale, corre a Ribeira do Arade, onde há água quase todo o ano. O trilho cruza a ribeira diversas vezes, podendo ser admirada a vegetação tipicamente ribeirinha e a riqueza faunística. Trata-se de uma antiga zona de hortas e regadio, com os diversos engenhos, tais como noras, cuja água era retirada com a força de animais ou “bestas” como eram denominadas, tendo essa prática caído em desuso. Podem ainda ser observados açudes, moinhos de água, levadas e como vedação das terras podem encontrar-se alguns muros de taipa (técnica de construção de origem muçulmana). Quando se sobe até ao topo do cerro do Malhão, um dos pontos mais altos da cadeia montanhosa da Serra do Caldeirão, a vista panorâmica é maior e mais diversificada, podendo avistar-se até ao mar.

O Sobreiral domina a paisagem e a recolha de cortiça sob métodos ancestrais ainda é uma das principais fontes de rendimento da população serrana. Aqui também se recolhe o medronho do qual se produz a aguardente. Os enchidos, principalmente o presunto, são de grande qualidade, podendo ainda ser degustados nos cafés locais os pratos de caça (javali, lebre e coelho bravo), também bastante apetecíveis. Este comércio desenvolveu-se a partir da construção da via para o Alentejo, que por aqui passa.

 

02 ROCHA DA PENA

O Sítio Classificado da Rocha da Pena foi criado pelo Decreto-Lei nº 392/91 de 10 de Outubro e localiza-se nas freguesias de Salir e Benafim. Com os seus 479 metros de altitude, a Rocha da Pena apresenta-se imponente ao visitante. Esta é formada por uma cornija escarpada de calcários, dispostos num planalto de 2 km de comprimento, com uma escarpa de 50 m de altura.

A grande diversidade de flora do local é uma das suas grandes riquezas uma vez que se pode identificar cerca de 500 espécies que, ao longo das estações, enchem de cor e perfume a paisagem. Com uma localização geográfica de eleição, existe grande diversidade de avifauna tendo sido contabilizadas cerca de 122 espécies, das quais se salienta, nas aves residentes, o gaio e a águia de asa redonda, nas migratórias a águia-de-bonelli, a garça real e o tordo ruivo, e nas estivais o abelharuco e o cuco.

Neste local pode-se ainda encontrar mamíferos como o coelho, o javali, pequenos predadores como a raposa e a gineta. Vestígios de civilizações passadas podem ser encontrados nos dois amuralhamentos rochosos que se julga remontarem à Idade do Ferro. Aqui perto encontra-se a unidade de agro-turismo da Quinta do Freixo, que para além do alojamento, se dedica à produção alimentar de produtos artesanais tais como o medronho e as compotas, entre outros, constituindo o mais importante pólo de desenvolvimento turístico da freguesia. No que se refere ao artesanato podem-se encontrar cadeiras de tabúa e artigos diversos em couro.

Na freguesia de Benafim realiza-se no terceiro sábado do mês de Outubro, a tradicional festa em honra de Nossa Senhora da Glória, que coincide com a feira anual.

 

03 BARRANCO DO VELHO

A Serra do Caldeirão constitui uma importante área suberícola do mediterrâneo, com a particularidade de produzir uma das melhores cortiças do mundo.

A cortiça tem um peso muito importante na economia de muitas famílias serranas do interior do concelho de Loulé, salientando-se o sobreiral do Barranco do Velho.

No Barranco do Velho, importante ponto de passagem e paragem, existe uma pensão, um restaurante, um café e uma loja de artesanato com produtos locais onde são predominantes os artigos em cortiça, barro, o mel, a aguardente de medronho, etc ...

Neste local encontra-se ainda uma destilaria de aguardente de medronho. O medronho é um importante suplemento da economia dos agricultores, sendo a apanha do fruto e a produção do medronho feita em conjunto com outros trabalhos agrícolas. Esta bebida espirituosa, produzida artesanalmente, remonta à ocupação árabe.

Ao longo do percurso, a vista panorâmica que se vislumbra é espectacular. De salientar o ponto mais alto, o adro da Igreja do Barranco do Velho. Junto ao final do percurso pode encontrar um parque temático, um parque de manutenção física e um parque de merendas, onde poderá fazer um piquenique. (Junto à Instituição de Solidariedade Social da Serra do Caldeirão).

 

04 TÔR

 Incrustada numa colina em pleno Barrocal Algarvio, situa-se a aldeia da Tôr, voltada a Sul, a olhar a ribeira com o mesmo nome. Distingue-se sobretudo por um traço urbanístico tradicional, que lhe dá encanto e simpatia, com as suas ruas estreitas e sinuosas, por entre a brancura do casario.

No coração da aldeia encontra-se a Igreja de St.ª Rita de Cássia, com uma pequena torre sineira, igreja esta edificada à padroeira de devoção da aldeia.

À economia local, que antes se apoiava essencialmente no sector agrícola com predominância para os frutos secos, acresce actualmente a indústria, o artesanato e o comércio. No entanto, a alfarroba continua a assumir grande importância sendo dos frutos secos o que maior rendibilidade apresenta devido às novas utilizações na indústria alimentar.

No domínio do património cultural, são aspectos dignos de destaque a Ponte da Tôr, cuja construção remonta ao período da Baixa Idade Média, com 5 arcos. Está classificada como Imóvel de Interesse Concelhio.

Na Tôr organizam-se diversos eventos de carácter social e cultural, como por exemplo a Feira dos Frutos Secos, a Festa das Filhós, a Festa do Vinho, a Festa dos Reis, a Prova do Vinho e a Festa das Chouriças, bem como a festa religiosa em louvor de Sta. Rita de Cássia, a padroeira da freguesia.

A Tôr possui ainda uma enorme riqueza subterrânea pois encontra-se sobre um dos maiores aquíferos da Europa, tendo sido ao longo dos tempos um dos principais abastecedores de água da região.

 

05 QUERENÇA

No Centro da Aldeia, de ruas íngremes e branco casario, encontra-se a Igreja de N. Sra. da Assunção, datada do séc. XVI, com portal Manuelino, bem como um Cruzeiro. De grande valor e interesse patrimonial salienta-se ainda a Casa Senhorial e a Igreja do Pé da Cruz.

Desde tempos remotos, Querença tem constituí- do local de passagem de pessoas e mercadorias nas suas deslocações entre a Serra e o Litoral, vestígios ainda presentes no caminho estreito e empedrado aqui existente.

Querença situa-se na zona de transição entre o Barrocal e a Serra, denominada Beira Serra, faixa com 3 km de largura, virada para o mar como se de um anfiteatro se tratasse, que lhe confere características edafo-climáticas muito próprias, bem visíveis nas margens da ribeira das Mercês, apresentando diferentes tipos de solo e vegetação. O solo transita entre o xisto da Serra e o calcário do Barrocal. A vegetação acompanha esta alteração.

Ao longo da Ribeira das Mercês, no fundo dos vales, crescem os canaviais e, junto às margens, algumas hortas completam a subsistência da população. Querença, bem como toda a sua envolvente, apresenta uma grande ligação à água e à agricultura de regadio desde a ocupação árabe. Podem encontrar-se ao longo do percurso diversas fontes e fontanários, moinhos de água, cegonhos, açudes e levadas que outrora transportavam a água para a irrigação das hortas e moagem dos cereais pelas margens da Ribeira das Mercês.

O Cerro dos Negros, com os seus 404 metros de altura, domina a paisagem circundante, de uma beleza de contrastes e cores que só a natureza pura nos proporciona.

A rica gastronomia ganhou prestígio através dos seus restaurantes e festas simultaneamente religiosas e populares. Exemplos destes festivais gastronómicos são a Festa das Chouriças, a Festa do Petisco e a Festa dos Folares.

 

06 FONTE BENÉMOLA

O Sítio Classificado da Fonte Benémola foi criado pelo Decreto-lei nº 392/91 de 10 de Outubro. Estendendo-se por uma área de 390 ha, localiza-se no Barrocal Algarvio abrangendo as freguesias de Querença e Tôr.

Desde sempre ligado à água, este local é atravessado pela Ribeira da Fonte Benémola que, juntamente com a Ribeira das Mercês, forma a Ribeira de Algibre. Existem aqui algumas nascentes, nomeadamente “o olho” e a Fonte Benémola que contribuem para a existência de água no período estival. Os populares atribuem a esta água poderes curativos e medicinais.

Ao longo do percurso podem ser encontradas noras e azenhas, bem como açudes e levadas que demonstram a riqueza em água e do seu aproveitamento para a agricultura desde tempos remotos.

Nas margens da ribeira, ao longo do vale, existe uma densa galeria ripícola constituída por salgueiros, freixos, choupos, folhados, loendros, tamargueiras, silvados e canaviais.Nas encostas do vale, a vegetação é típica do Barrocal, constituída por alecrim, rosmaninho, medronheiro, carrasco, alfarrobeira, zambujeiro e numa parte de solo xistoso, sobreiro e azinheira.

A vegetação junto à ribeira proporciona uma grande riqueza de avifauna, destacando-se os guarda-rios, galinhas de água, rouxinóis, abelharucos, gaios e verdilhões. Do abundante canavial recolhido por um artesão local que utiliza esta matéria prima, fazem-se peças de artesanato: cestos, copos, instrumentos musicais, etc., muito apreciados pelos visitantes.

 

07 AZINHAL DOS MOUROS 

Em pleno coração da Serra Algarvia, por entre montes e vales cruzando a Ribeira do Vascão e do Vascanito (um dos seus principais afluentes), desenrola-se este percurso de rara beleza. Nos montes arredondados, constituídos por solos xistosos, crescem os montados de sobro, os medronheiros e as estevas. A silvicultura é uma das principais actividades da população mas também se pratica a pastorícia donde resultam arroteamentos regulares do solo para o desenvolvimento de pastos naturais. A economia local é ainda complementada com uma agricultura de subsistência nos vales, o fabrico de queijo, mel e aguardente de medronho.

Na Primavera, a tremocilha, espécie utilizada como forragem para os animais, cobre a paisagem de um amarelo forte que contrasta com o verde das searas de aveia e trigo.

Nas margens da ribeira crescem os loendros, salgueiros e freixos. É um excelente local para observar a fauna bastante rica, desde os melros, rouxinóis, gaios, guarda-rios, até aos mamí- feros como o coelho, a lebre, a raposa e o javali, existindo ainda vestígios de lontras.

Ao longo do percurso encontram-se moinhos de água, açudes e levadas. Exemplos são o Moinho de água da Chavachã, o Moinho da Conqueira e o Moinho da Marmeleira, estes de origem romana, utilizando o sistema de roda horizontal. No Ximeno e Portela é possível observar exemplos de arquitectura tradicional que conjugam a construção em xisto, rocha abundante por aqui, com paredes caiadas de branco. As casas de piso térreo mostram, quase na sua totalidade, telha árabe e chaminés interessantes.

No Azinhal dos Mouros é possível observar uma “muralha” de figueiras-da-índia que circunda o povoado. Terá outrora, no tempo dos Mouros, servido de protecção contra invasores.

 

08 REVEZES

A Nascente da Freguesia do Ameixial, este percurso segue até à fronteira com o Alentejo, definida pela Ribeira do Vascão, estendendo-se ao longo de um dos seus principais afluentes, o Vascãozinho.

A Ribeira do Vascão, com cerca de 100 km de extensão, é a maior Ribeira da Região Algarvia e desagua no Rio Guadiana.

Na paisagem dos montes florescem estevas, medronheiros, azinheiras e sobreiros. Nos vales, a vegetação é constituída por loendros, salgueiros, canaviais e choupos.

Ao longo do percurso são abundantes os ninhos de cegonha que aqui proliferam devido à proximidade com as zonas de alimentação e ao contacto com a Natureza quase intocável.

A pastorícia, nomeadamente da ovelha e da cabra, tem aqui predominância, constituíndo conjuntamente com a extracção de cortiça, os suportes económicos da comunidade.

As produções locais de queijo, mel, enchidos e medronho ainda têm muito de genuíno, dos saberes ancestrais que vão passando de geração em geração, enquadrados numa quietude onde o ar puro nos renova o fôlego.

 

09 MONTES NOVOS

O percurso pedestre inicia-se na aldeia dos Montes Novos, em plena Serra do Caldeirão, desenvolvendo-se ao longo de trilhos de terra batida e veredas, muitas vezes quase desaparecendo por entre a natureza de vegetação luxuriante. Este percurso permite-lhe observar a beleza das paisagens da Serra do Caldeirão, algumas vezes agrestes, e as diversas espécies de flora com predominância do sobreiro, da esteva e do estevão, mas também pinheiros, eucaliptos, medronheiros, urze e rosmaninho. De salientar a grande importância económica do sobreiro, de onde se extrai a cortiça de grande qualidade e valor (sendo apelidada a melhor do Mundo), o medronho (fruto), usado para a produção de uma aguardente (muito forte) com o mesmo nome, sendo a urze e o rosmaninho usados para mel.

Na povoação de Montes Novos, onde se inicia o percurso, vivem cerca de centena e meia de pessoas distribuídas por casas espalhadas pelas encostas de dois serros onde antigamente giravam os moinhos de vento.

Nos Besteirinhos, pequeno monte de casas com as pequenas hortas em redor, é possível observar o Vale da Ribeira de Odeleite que nasce nos arrebaldes desta Serra, indo desaguar no Rio Guadiana.

No Pego Escuro efectua-se o primeiro contacto com a Ribeira de Odeleite, junto à foz do Vale Formoso. É um local de grande beleza paisagística, sendo possível observar freixos, salgueiros, loendros e silvados. Ao anoitecer, aparece a lontra à procura de peixes para a sua alimentação. Ao atravessar a Estrada Nacional 124, é possível observar os estratos de xisto com 300 milhões de anos.

 

10 VALE DA ROSA

É uma zona de grande riqueza ambiental, permitindo a todos os amantes da natureza conhecer um espaço natural rico em fauna e flora, nomeadamente o sobreiral, alternado com matagais de esteva e de estevão, urzes, medronheiros, rosmaninhos bem como pinheiros, eucaliptos e pequenas hortas junto a linhas de água. Neste local é possível observar uma variada avifauna desde o melro, o pisco-de-peito-ruivo, a perdiz, até aos mamíferos como o javali, o coelho, a lebre, entre outros.

O percurso desenvolve-se por vários montes serranos, onde se pode observar alguma vida rural.

Ao longo do Barranco dos Caminhos é possível observar o duro trabalho das populações serranas, bem como os tanques, as levadas e os poços, formando uma rede de rega eficiente. Os vales do rio Vascão, local onde crescem freixos, salgueiros, silvados e loendros constituem um espectáculo inesquecível quando estes se encontram em plena floração.

No monte da Macheira encontra-se um pequeno “museu” constituído por objectos, peças e pedras recolhidas pelo seu proprietário, e a Fonte da Macheira construída em xisto e recuperada nos anos 40.

 

11 PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA

O Parque Natural da Ria Formosa estendese pelo litoral dos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

O Parque Natural coincide com um sistema lagunar em permanente mudança, delimitado a Sul por um cordão dunar, disposto em alongadas penínsulas e ilhas-barreira arenosas, separadas por barras que abrem caminho ao mar, sujeitas a contínua migração.

Neste local é possível observar diversas espé- cies de avifauna, uma vez que ao longo do percurso existem observatórios, o sapal, zonas de salinas e dunas.

Na Ria Formosa, durante a baixa-mar é possí- vel observar uma grande área de substrato lodoso e vegetação pouco variada, denominada sapal, que constitui um local de reprodução e desenvolvimento para muitas espécies de fauna marinha.

Aqui pode encontrar muitas espécies de aves, sendo um importante local para observação de aves (Birdwatching).

 

fonte câmara municipal loulé

Porquê reservar connosco?

Cancelamento Gratuito

Cancele 48h antes da sua chegada sem qualquer custo

Melhor Preço Garantido

As melhores ofertas e descontos estão sempre na nossa página

Reserva Segura

Transferência de dados segura e encriptada

WIFI Gratuito

Internet gratuita para todos os nossos hóspedes disponível em todo o Hotel

Pequeno-Almoço Incluído

Delicioso e variado, com opções vegetarianas, desfrute no nosso jardim interior

LOULE JARDIM HOTEL

Largo Manuel de Arriaga - LOULÉ
8100-665 - ALGARVE

+351 289 413 094
hotel@loulejardimhotel.com

Wildcard SSL Certificates